terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Perfil do Profissional de Marketing

Perfil do Profissional de Marketing no Brasil Pesquisa do Mundo do Marketing com a Michael Page mostra um raio X completo da profissão. Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing 21/11/2011 bruno@mundodomarketing.com.br

Mulher, analista de Marketing, trabalha há mais de um ano na mesma empresa de pequeno porte, é formada em Marketing, tem entre 25 e 45 anos, pós-graduação ou MBA, trabalha com uma verba de até R$ 500 mil, pretende ficar na mesma companhia no próximo ano e fazer uma nova pós-graduação. Acredita que será promovida, tem como desafio conseguir mostrar o valor que o Marketing pode proporcionar à organização e está satisfeita com seus fornecedores. Este é o principal perfil do Profissional de Marketing no Brasil.


O mapa da profissão traçado pelo Mundo do Marketing em pesquisa realizada em conjunto com a Michael Page mostra a predominância da mulher na área. Elas são a maioria, ocupando 57,5% dos postos de trabalho. O levantamento realizado pela internet em setembro de 2011 ouviu mil pessoas em todo o Brasil. Entre os cargos, 28% são analistas, 19% gerentes, 17% assistentes, 14% coordenadores, 7% estagiários, outros 7% diretores, 5% supervisores e menos de 1% presidentes. A conta fecha com 2% exercendo outros cargos.


Contrariando a percepção de que o profissional de Marketing permanece por pouco tempo na mesma empresa, apenas 17% têm menos de um ano de casa. A maior parte (44%) tem entre um e cinco anos. Os veteranos, com mais de 10 anos na mesma companhia, somam 17%, enquanto 22% têm entre cinco e 10 anos de casa. Destes, 37% pretende ficar na mesma empresa no próximo ano acreditando que será promovido.


Evoluir na carreira é essencial

Já os que pretendem trocar de endereço comercial somam 35%. Há ainda uma parcela (16%) que pensa em permanecer na mesma companhia com o mesmo cargo e salário. Abrir o seu próprio negócio (8%), trocar de carreira (2%) e até mesmo parar de trabalhar para se dedicar aos estudos (2%) também faz parte dos planos destes profissionais. Investir nos estudos é um desejo comum. “Esta ansiedade vivida pelos profissionais é reflexo das boas notícias sobre a conjuntura econômica, que gera a impressão de um excesso de oportunidades no mercado, nem sempre real”, afirma Sergio Sabino, Diretor de Marketing da América Latina do grupo Michael Page.


Apesar de 33% dos profissionais de Marketing no Brasil terem pós-graduação e outros 20% MBA em Marketing, 67% pretende fazer um novo curso de longa duração, incluindo outro MBA ou Pós no país e no exterior (27%), nas áreas de pesquisa, gestão, responsabilidade social, Marketing digital e comportamento do consumidor. Cursos de curta duração (53%) e participação em eventos no Brasil (53%) e no exterior (27%) também fazem parte do plano de carreira do profissional de Marketing.


Tudo isso para poder enfrentar os desafios que eles acreditam serem os mais importantes, como conseguir mostrar efetivamente o valor que o Marketing pode proporcionar à organização, votado como o mais relevante para a maioria. Boa parte dos profissionais também reclamou dos salários. Para eles, há uma baixa remuneração no Marketing quando comparada a cargos equivalentes em outras áreas. O budget incompatível com as expectativas da companhia também é apontado como um desafio, seguido da falta de valorização da profissão em determinados setores e a constante necessidade de adaptar-se com rapidez às mudanças de mercado e do comportamento do público-alvo.


No quesito satisfação com seus fornecedores de Marketing, a situação é relativamente positiva. Em uma escala de um a 10, as agências de propaganda e de promoção obtiveram as melhores médias, com 6,5. Os terceirizados de Marketing Digital ficaram com nota 6, enquanto os de relacionamento e de pesquisa por pouco não ficaram em recuperação, com médias 5,6 e 5,4, respectivamente.

sábado, 26 de novembro de 2011

Semana de Gestão Newton Paiva

Com um pequeno atraso, indico o fechamento da Semana de Gestão da Newton Paiva, com nossa participação em duas oficinas de Xadrez para Iniciantes e duas palestras com o tema a Física do Marketing em virtude do lançamento oficial dessa obra ao corpo discente desse centro universitário. A minha sócia efetuou várias fotos e em breve publico por aqui também. Obrigados a todos que participaram e obrigado a Marcela França pelo apoio.

Grupo de Pesquisa II

Agora oficialmente estamos participando de um Grupo de Pesquisa registrado no Lattes, CNPQ e Capes. Fomos incluídos no AMPEC sob coordenação do Dr. Ronaldo Nagem. Em breve indicaremos novos frutos desse campo de pesquisa e produção de conhecimento.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Encerramento da Semana do Administrador

Foi com uma palestra para os graduandos do curso de Administração de Empresas da PUC, unidade Barreiro que fechamos as atividades comemorativas da semana do administrador. Nesse último dia 20/09 proferimos palestra: A Física do Marketing, também em virtude do lançamento dessa obra. Em breve novas postagens sobre a agenda de palestras, aguardem.

sábado, 17 de setembro de 2011

Semana do Administrador


Em virtude das comemorações da semana do administrador, estarei em dois momentos proferindo palestras de divulgação do livro A Física do Marketing. A primeira palestra ocorrerá agora no dia 19/09 na Unipac - Betim e a segunda ocorrerá no dia 20/09 na PUC - Barreiro. Em breve divulgaremos fotos desses eventos e detalhes.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Previsão e Análise de Cenários

O programa de Extensão Universitária da Newton Paiva iniciou suas atividades no segundo semestre de 2011. Nesse programa contamos com o curso de Previsão e Análise de Cenários com módulos de Estratégia Empresarial, Estatística e Gestão e Inteligência Competitiva. Acesse o link:


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Grupo de Pesquisa

Foram formados nessa última quarta feira 24/08 dois novos subgrupos de pesquisa integrados ao CPG Newton Paiva. Esses grupos dos quais faço parte irão iniciar pesquisas nas áreas de inteligência competitiva e gestão estratégica de pessoas. Contando com a imprescindível participação das professoras Miriam Braga, Adalci Viggiano e Juliana Braga, em breve poderemos divulgar os resultados dessas pesquisas que já estão em andamento.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Atualização do Site da Pós Graduação

É com imenso prazer que comunicamos o lançamento da campanha de comunicação da Pós Graduação em Inteligência Competitiva & Inovação do Centro Universitário Newton Paiva e a atualização da informação do site. Em um oferta única para o mercado mineiro vale a pena conferir as informações vinculadas. Caso houver interesse superior, entre em contato.

http://www.newtonpaiva.br/cursos/Curso.aspx?cid=6735

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Retail Club

Nos últimos dias 25 e 26 de Julho participamos de mais uma edição do programa de capacitação do Retail Club da Rede Multiplan, com o tema Visual Merchandising. Nas unidades do Diamond Mall e do BH Shopping, foram 4 módulos sobre esse tema vibrante e necessário para a competitividade geral do varejo. No próximo dia 03 de agosto será a vez do Pátio Savassi. 

Se você participou desse evento deixe aqui suas considerações, ou se você se interessa pelo tema esteja à vontade para emitir comentários.

att
Bomfim

sábado, 2 de julho de 2011

Pós Graduaçao Inteligência Competitiva e Inovação

Com o acirramento da concorrência em economias globalizadas, competitividade setorial e o surgimento constante de novas tecnologias fazem com que esse curso voltado para a análise de cenários e exercício de novos métodos focados em tomada de decisão em tempo real.

O curso pretende ampliar as fronteiras do pensamento estratégico e da inovação. Se você é um profissional interessado em alta gestão e estratégia, ou pretende construir uma carreira sólida nesse sentido, os conteúdos propostos estão organizados para dar suporte e atender às suas necessidades empresariais e profissionais com diferenciais superiores de know how.

Este curso se propõe, ainda, a trabalhar questões voltadas para o crescimento das organizações com o desenvolvendo profissionais capazes de apoiar e direcionar caminhos estratégicos para o sucesso empresarial.

São professores e profissionais de mercado que farão o intercâmbio de informações, construção e disseminação de e conteúdos transformado o ambiente acadêmico em uma verdadeira network de conhecimento.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

MBA – Inteligência Competitiva e Inovação

Prezados, o curso que faltava, para Minas Gerais e para sua carreira. Com oferta exclusiva pela Newton Paiva para Minas Gerais esse curso irá favorecer a gerentes, empresários e gestores o aprimoramento de sua capacidade competitiva. Acompanhe novas postagens e acesse o site da Newton Paiva, http://www.newtonpaiva.br/ para meiores detalhes.

att
Eduardo B. Machado

A capa do livro!


Prezados a capa oficial da obra é essa! Acompanhem a trilogia, pois já em setembro de 2012 vem o segundo volume: A Física da Estratégia.

A Física do Marketing

Sinopse
A Física do Marketing

O que é um mercado atrativo? Por que um consumidor é atraído por determinada oferta? São algumas perguntas passíveis de serem respondidas através dessa obra que traz os conceitos da física clássica em analogia direta com os conceitos de marketing. Autores e teorias são associados para ampliar os horizontes de percepção e conhecimento da ciência do marketing que, ao tempo todo, usufrui de argumentos e expressões chave da física clássica, como o peso, a leveza, o veloz, o potencial, a similaridade e atratividade, por exemplo. Nessa obra, pode-se consolidar os atuais conceitos de marketing, com uma profunda análise comparativa entre essas duas áreas do conhecimento humano. Indicada para profissionais da área, gerentes, empresários, professores, alunos de MBAs e demais públicos interessados. Esse é o livro!

Esta obra é o resultado do trabalho de pesquisa de conteúdos de física clássica, associados aos principais conceitos de marketing. Com cases e ilustrações, a mesma demonstra um novo paradigma de concepção e gerenciamento das atividades de marketing de organizações, comprovadas em descrições de processos de consultorias implementadas pelo autor ao longo de 4 anos de atividades na área. A linguagem é dissertativa e impessoal, como textos de obras científicas, mas traz abertura para insinuar perguntas e propostas conceituais avançadas que promove o pensamento crítico e analítico do leitor. A seqüência dos textos é formada nos conteúdos de física clássica, mas com elementos referendados da área de marketing, auxiliando profissionais da área, alunos de graduação, pós-graduação ou mestrado a se servirem de uma obra conceitual de apoio a compreensão na abordagem de conceitos da área de marketing, bem como empresários que desejem uma ampliação das atividades mercadológicas da sua empresa.

É uma abordagem inédita e avançada que foi tratada com muito cuidado científico para realmente ser tangível para os leitores e factível enquanto arcabouço de ferramental para empresas e profissionais. A mesma avança em algumas ferramentas gerenciais conhecidas como o Ciclo de Vida de Produtos, análise SWOT, Gerenciamento de Mix de produtos e Geo Marketing. Os principais autores da área de marketing foram listados, pesquisados e citados, além de obras conceituadas de autores da física, tais como: Hawking, Greene, Gleiser e Feynmann.

Lançamento do primeiro livro

Prezados, é com grande orgulho que comunico, com um pequeno atraso (11/06), do lançamento do nosso primeiro livro. A Física do Marketing. (leiam a sinopse em postagem à parte). Cotando com a presença de amigos, professores, colegas de trabalho, coordenadores de curso e de empresários, o lançamento consumiu com toda a tiragem inicial de livros. Aguardem nova postagem indicando como adquirir seu exemplar através da internet.

domingo, 17 de abril de 2011

Marketing de Relacionamento, diferencial ou condição Básica?

Muito se fala ou se pondera sobre Marketing de Relacionamento, criado no final do século passado. A grande questão é: Qual consumidor de um grande centro que não está cadastrado em algum tipo de programa de relacionamento, em se possuindo as condições necessárias para tal? Pode-se haver, ao mesmo tempo, a participação em mais de um programa de CRM por determinado target. E então? Ter um programa desse porte e finalidade é diferencial? Assim como qualidade total, gestão do conhecimento, estratégia, o marketing de relacionamento e suas opções de CRM, não devam mais ser tratadas como questões de excelência pelo varejo e sim como questão sine qua non. Excetuando-se setores com tendências de tomada de preço, as demais organizações, devem desde já buscar esse tipo de estrutura mercadológica para suas operações.

domingo, 3 de abril de 2011

Você e a Propaganda

Você já percebeu quantas vezes a palavra “você” aparece nas propagandas? E mesmo assim, não era bem com você que se tratava a oferta indicada.

Proximidade, relacionamento, customização são palavras de ordem numa economia cada vez mais ágil e competitiva, que procura a todo instante organizar e estruturar os componentes de uma personificação de ofertas em massa.

Já não existe lugar, na economia do chamado “nanomarketing”, que se refere a um grau máximo de segmentação de mercado e em lidar diretamente com o indivíduo e não com grupos, para lidar com populações, estratos, grupos ou mesmo tribos (recente e ao mesmo tempo antigo).

O caso agora é os genes da pessoa, ou do consumidor para ser mais exato e com certo exagero. O que no passado passou por uma questão de escala absoluta de operações padronizadas, hoje institui a ditadura do “EU” absoluto, com produtos cada vez mais personalizados. Você já experimentou versões customizadas na WEB, do tipo, clique aqui e monte o seu, ou ainda personalize seu produto?

Nesse sentido, da manifestação do ego dentro dos hábitos de consumo, a publicidade, que movimenta milhões de reais aqui no Brasil, segue uma doutrina daquilo que está dando resultado para as empresas. Os consumidores agora são tratados mais do que nunca pelo nome, sem eu ao menos conhecê-lo a fundo. Em malas diretas, ditas ainda, personalizadas vê-se escrito Prezado(a) Sr(a) fulano de tal..., de acordo com a intenção de intimidade que a empresa deseja “você” como cliente. Eles sabem muito bem quem é você ou o que o seu CPF anda fazendo por aí.

Mas retirando a qualificação dos sistemas de informação de mercado que são ampliados sempre diretamente aos sistemas de armazenamento e de processamento de dados, temos um verdadeiro sistema de destruição planetária acompanhando o individualismo, desculpe-me o exagero nostradâmico. A pergunta necessária agora é: por quanto tempo o planeta Terra suportará o consumo individualizado e indiscriminado de produtos e serviços, comprados de acordo com o “EU” no caso “VOCÊ”? Enquanto “EU” ou “VOCÊ” consome, o “NÓS” paga a conta do planeta em resultados adversos, tais como: poluição, escassez, desmatamento ou degradação. A equação é bem simples assim, o benefício é individual, mas o resultado torna-se coletivo.

Estamos em um ecossistema planetário único e apelar para a construção do ego ou o culto da personalidade de cada um, com apelos e mensagens comerciais do tipo: “você merece...” é colocar a coletividade em sinal de alerta, pois, se cada um dos quase oito bilhões de habitantes procurar o melhor para si, o planeta não conseguirá acompanhar essa crise de interesses peculiares. Isso já foi ampliado de Adam Smith, por uma mente brilhante.

Infelizmente, ainda não atendemos de forma contundente aos fracos gritos dos interesses gerais, apenas conseguimos atender aos sussurros dos apelos da personalidade em nós. Se um banco, montadora, ou fábrica de móveis, colocassem a necessidade de generalização e de coletividade como diferencial, ficariam falando sozinhos, frente ao caos dos desejos unilaterais. Para Egri e Pinfield (1999) ambientalistas raciais e capitalistas reformados já chegaram a uma conclusão: Não é consumindo que nós salvaremos o planeta. Mesmo que “você” continue comprando, creio, que uma árvore fosse plantada, resta-nos indicar aqui: até quando?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Rapidocracia


Frequentemente nos deparamos com a velocidade com que a vida moderna se apresenta aos nossos olhos saudosistas. Ficamos em alerta com o timming das coisas cotidianas, dentre estas: a alimentação ao lazer, mas, sobretudo, no meio empresarial.

Enquanto colaboradores de organizações, ainda sim, existiria em nós um movimento de consternação quanto ao grau de exigência das respostas profissionais, nem tanto assim, se fosse esse grau exigido em tempo mais do que hábil de execução. Onde seria o ponto de comodidade?

Quando não muito, a globalização nos tenham levado a todos para um estado de eterna “Fórmula 1 empresarial”, em que cada milésimo de segundo conta e importa. Com isso, devemos considerar que os adventos do email e do celular romperam de vez com a longeva CLT aqui no Brasil, transformando as relações de trabalho em distantes, assíncronas e constantes. Há quem diga que considera normal uma jornada de trabalho de 10 horas. Para mim 12 horas são companheiras semanais, por livre escolha.

Mas devemos trazer essa discussão para o meio empresarial efetivamente, onde emana essa força motriz de tempo é dinheiro. Há muito questionamos a velocidade da execução de projetos em cronogramas ajustáveis. Procrastinação, uma palavra proibida e a ditadura do “e” (COLLINS; PORRAS, 1991) que se transforma em objeto de fascinação para grandes grupos empresariais.

Sobre esse foco, devemos alertar sobre algumas regras sutis da física, ainda que clássica. Dentre essas, tem-se que: a distância é igual velocidade vezes o tempo. Nesse registro de uma fórmula básica, que nos representa aonde queremos estar, quanto tempo devemos empreender e em qual velocidade devemos andar. Contudo, essa velocidade normalmente é definida externamente. Apenas na matriz SWOT as ameaças de outras equipes passam a ser consideradas, porque se dependesse apenas de nossas organizações o tempo de execução seria pra lá de bimestral, coisa assim.

Quando os japoneses menosprezaram o que as curvas de experiência do setor automotivo sugeriam, no final do século passado, caiu por terra o que o meio empresarial definia como exeqüível. As empresas norte americanas registraram uma crise em seu mercado doméstico, frente a um inimigo poderoso e ágil como um ninja vindo do oriente. (Hamel;Prahalad, 1989).

Dentro de um sistema empresarial aberto, normalmente indicado como setor, deve-se apresentar uma outra indicação física: o ponto de referência. Como identificar que um outro corpo está em movimento e ao mesmo tempo indicar sua velocidade? Precisamos de um referencial comum, pois se utilizarmos outro corpo em deslocamento, essa percepção cairia por terra. Se estamos a 80Km/h e outro veículo nos ultrapassa a 100Km/h nossa percepção nos leva a crer que ele apenas estava devagar em seus 20Km/h que é a diferença percebida entre as duas velocidades.
Sobre isso devemos alertar, não são outras empresas que são agressivas, ou mesmo ágeis. Somos nós que estamos devagar demais no mercado. Estamos na era da Rapidogracia.

Marketing ou Mercadologia?

Em recente evento realizado pelo CRA MG, III Encontro Mineiro de Professores de Marketing, esse tema foi abordado numa palestra proferida por mim. A necessidade principal do mesmo, para professores e demais profissionais presentes, era despertar a atenção da dependência direta que essa ciência possui em relação a autores, obras, pesquisas e demais teorias de apoio oriundas dos EUA e de uma conseqüente necessidade de abrasileirar tais conceitos e temas.

Indicamos que realmente esse vínculo de dependência não poderia ser imediatamente cortado, devido a um contexto econômico construído desde o século XIX pela Inglaterra e mantido com a hegemonia dos EUA na economia. Contudo, foi apresentado nesse evento, um painel sobre a nossa xenofilia que nos leva a cometer diversos anglicanismos dentro do nosso linguajar cotidiano e corporativo.

Somos aficionados pelo idioma inglês, sem mesmo saber do que se trata. Preferimos “performance”, à palavra “desempenho”. Ou quando a sigla inglesa TQC, foi traduzida, cometeu-se o superlativo conceitual inconsistente em dizer: controle da qualidade total, quando deveríamos dizer, controle total da qualidade. Não pronunciamos o “H” das palavras, mas somos convidados a dizer Hershey´s com sotaque novaiorquino, pronunciando efetivamente o H como R. Mas não fazemos isso com hamburger, que não foi traduzido como hamburguês, que é efetivamente o que está grafado. Tente agora dizer o plural de hambúrguer...

Essa miopia lingüística perpassa a criação de produtos aqui no Brasil já que os produtos possuem seu valor agregado quando nomeados com palavras inglesas. Vende-se no mercado de mídia, o famoso e útil “bus door”, em sua correta tradução “porta de ônibus”.

Ainda sim, essa dificuldade com o idioma inglês está refletida nos conceitos de mercado. A seguinte frase, absolutamente correta do ponto de vista teórico: “uma verticalização para frente” soa de forma estranha. Sendo um movimento vertical, deveria guardar a orientação de para cima ou para baixo, não é mesmo? Mas graças a uma péssima tradução de down stream, ficamos com essa aberração.

Finalizando, indico um despropósito do ensino de segmentação por critérios etnográficos.(e não a etnografia em si) Em países anglicanos esse conceito faz sentido. No Brasil, de Gilberto Freyre, parece que não. Quando algumas empresas em sua ficha cadastral insistem em perguntar “cor”, deixo claro que: de manhã sou amarelo, no inverno branco, de tarde vermelho e no verão sou preto.